sábado, fevereiro 04, 2012

O gosto pela musica

Tema: Musica, Heavy Metal
Gênero textual: Crônica histórica
Revisão: Natália Costa
Publicação: Whiplash - Maior portal brasileiro de Rock

Acredito que na vida temos três maneiras de segui-la:

1° - Passando pela vida.
2° - Vivendo a vida.
3° - Ou realizando nossos sonhos.
Não que os demais estejam errados...

Mas eu escolhi realizar meus sonhos.

Imagino que foi de pai pra filho, antes de nascer, meu pai já era cantor e compositor.

Tinha muitos discos vinil e um gosto refinado pela musica.

Certo dia, ainda na escola primaria, me perguntaram:

            -Você gosta de música?

-Respondi: Gosto. Gosto de Rock! Achava interessante falar isso para as meninas, porque elas ficavam surpresas...

            Isso naquela época me impressionava! Gostava de filmes de terror e desenhar caveiras, então antes mesmos de conhecer esse estilo musical, eu já apreciava o que poderia ser o Rock N´ Roll.

            Dia de festa na casa de alguns primos, que ficava dentro da escola onde eu estudava, eu ainda com uns 6 ou 7 anos, na década de 80 enquanto corria brincando com a molecada, escutei um som muito bom, que era Dire Straits.

            Logo depois, ganhei de uma tia que morava com a gente, uma fita K7, com RPM no lado A e Dire Straits no lado B (foi quando reconheci a musica da festa dos meus primos), guardava isso como um tesouro único.
            Morava em uma cidade longe dos grandes centros urbanos, em tempo que era extremamente difícil o acesso à música, não havia internet, CD ou DVD, apenas disco de vinil e FM. Ganhei um gravador e passei a gravar fitas com ajuda do rádio e discos emprestados dos amigos. Certa vez fui passar férias em uma cidade próxima a Jataí e havia ganhando uma quantia em dinheiro do meu pai, pra aproveitar, rapidamente fui a uma banca e comprei algumas fitas: Metallica, Sepultura, Nirvana, Guns N´ Roses e uma coletânea chamada Heavy Metal II e ainda tinha varias bandas como AC/DC e Iron Maiden.

            Assim começou a paixão pelo estilo musical Heavy Metal, passei a fazer economias gravando várias fitas, que hoje são aprox. 300 que ainda guardo, comecei a comprar vinil, e com aparecimento do CD deixei de ir a algumas boates para adquirir. Primeiro CD foi: Somewhere in Time e vinil: A Real Live One – ambos do Iron Maiden. Disco ao Vivo que finalizou a formação da época marcando a saída do vocalista Bruce Dickinson contendo músicas mais recentes da banda como: Fear of the dark e Be Quick Or Be Dead, coisa que deixou todo mundo decepcionado com esse possível fim da banda. Se isso acontecesse, não poderia realizar meu sonho de ver essa banda tocando ao vivo.  O Iron era uma banda completa, capas de discos, musicas, formações e historias eram de muita qualidade  e isso me satisfazia, sendo minha principal referencia no meio musical... Quando assistia alguns vídeos em VHS, já imaginava e me preparava para um dia estar lá no meio daquela multidão nos shows.

            Anos se passaram, veio o novo vocalista Blaze Bayley que pra mim, não decepcionou, mas não seria a mesma coisa do passado, até eles anunciarem a volta do Senhor Bruce tendo a mesma paixão por roteiros de filmes como eu. Lançaram dois Cd´s, participaram do Rock In Rio, show que não pude ir. Achei que ainda não estava pronto. Cheguei a ver alguns shows de Heavy Metal de grande notoriedade neste cenário musical como: Angra, Shaman, Sepultura, Megadeth e Paul Di'Anno que foi o primeiro vocalista no Maiden entre 1978 a 1981**.

            Quando surgiu a oportunidade de ir à São Paulo no Parque Antártica ver Iron Maiden com sua formação que mais marcou na historia, não pensei duas vezes, conciliei as atividades no trabalho, as pessoas ao meu redor me deram apoio e está ai mais um Sonho Realizado.

            Nada mais, nada mesmo, musicalmente falando, está acima dessa banda.

Essa é a minha opinião...

            Não que os seus sonhos sejam menores, mas pra mim, essa realização pessoal foi umas das maiores, assim também para as outras 40 mil pessoas presentes neste espetáculo.

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